Representações da Presidenta Dilma Rousseff pelo “Movimento Brasil Livre”
DOI:
https://doi.org/10.14198/dissoc.10.4.2Paraules clau:
Movimentos sociais em rede, Ideologia, Análise de Discurso Crítica, Semiótica SocialResum
Este artigo apresenta reflexões iniciais da pesquisa de Mestrado em desenvolvimento “Movimentos sociais em rede: uma aproximação das ações sociodiscursivas do ‘Movimento Brasil Livre’” (Santos, inédito), com base na Análise de Discurso Crítica e na Semiótica Social, compreendendo o texto e suas múltiplas semioses como a parte discursiva situada de práticas sociais mais amplas. Neste recorte do corpus, analisamos, principalmente, dois textos divulgados na página do Facebook do Movimento Brasil Livre (MBL, movimento de jovens de extrema-direita que surgiu em 2014 alinhado aos ideários políticos neoliberais) nos dias 7 e 18 de março de 2016 sobre o processo de investigação de atos de corrupção no Governo Federal. Esses textos principais representam a Presidenta do Brasil Dilma Rousseff, do Partido dos Trabalhadores, eleita em 2010 e reeleita em 2014; e o juiz Sérgio Moro, responsável pela condução dos julgamentos, em primeira instância, dos crimes investigados pela Operação Lava-Jato no Brasil. Os resultados iniciais do estudo identificam, nas inter-ações em rede do MBL, seu alinhamento com uma cadeia de discursos hegemônicos que constroem uma narrativa dissimuladora fundada no esquema cognitivo protagonista-antagonista com potencial para disseminar e legitimar o funcionamento ideológico básico das sociedades capitalistas contemporâneas centrado no cinismo (Zizek, 1989; Baldini, 2009).
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Drets d'autor (c) 2016 Thaiza de Carvalho dos Santos, Viviane Cristina Vieira

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